Quebrando a quarta parede

  Estava jantando com uma amiga um dia desses e começamos a falar sobre invisibilidades das mais diversas, e eu, como bom viciado que sou na tradução, acabei fazendo uma pergunta: “Qual foi o último livro traduzido que você leu?”. Ela me respondeu que havia sido o de um professor francês que ela teve na…

Muitas vozes na cabeça

Gosto de dizer que sou um autor tradutor, necessariamente nessa ordem. Foi como autor que estreitei minha relação com a literatura, lá pelos dezoito anos de idade, quando decidi por um par de motivos sentar em frente a uma tela em branco e descobrir se eu teria disciplina para escrever um romance. Para surpresa da…

Vilão virtual: você segura o tranco?

De uns tempos para cá, é raro o profissional que não publica uma opinião, um trabalho ou um comentário nas redes sociais ou em outros canais virtuais. É bom ter um lugar aberto para divulgar seu trabalho, se colocar, tornar conhecidos seus pensamentos. Porém, palco sem plateia não faz sentido. Como lidar com as reações…

Rimando a rotina

Dia 1o de janeiro, eba, tem o mês inteiro. Dia da confraternização mundial, está escrito na agenda, mas você segue a organização editorial, é bom que logo aprenda. Corre com a tradução de um livro superesperado, com aquele romance conturbado. Público pós-adolescente não tem terror, então nada de pudor. Ninguém quer texto mascarado, melhor deixar…

Séries e diálogos

Início de ano é aquele momento em que a gente dá uma desacelerada (mentira), em que podemos nos dar ao luxo de curtir algumas coisas que em tempos de correria fica impossível. Um dos meus guilty pleasures – expressãozinha essa difícil de traduzir – são as séries de televisão, não apenas as mais famosas e…