Quebrando a quarta parede

  Estava jantando com uma amiga um dia desses e começamos a falar sobre invisibilidades das mais diversas, e eu, como bom viciado que sou na tradução, acabei fazendo uma pergunta: “Qual foi o último livro traduzido que você leu?”. Ela me respondeu que havia sido o de um professor francês que ela teve na…

Séries e diálogos

Início de ano é aquele momento em que a gente dá uma desacelerada (mentira), em que podemos nos dar ao luxo de curtir algumas coisas que em tempos de correria fica impossível. Um dos meus guilty pleasures – expressãozinha essa difícil de traduzir – são as séries de televisão, não apenas as mais famosas e…

Mais um par de olhos

Todo mundo sabe que a tradução é uma atividade essencialmente solitária. Também já dissemos aqui várias vezes que, apesar disso, o tradutor não precisa – e nem deve – se isolar do mundo. Mas hoje eu não pretendo falar dos benefícios da socialização para a sanidade mental do tradutor, e sim para o resultado da…

NT: usar (com moderação) ou não usar?

Em um texto de 1982, o escritor Gabriel García Márquez elogiou o tradutor de algumas de suas obras para o inglês e listou entre suas qualidades o fato de nunca utilizar o recurso das notas explicativas, as chamadas notas do tradutor (NT), considerado pelo escritor uma saída muito usada por maus tradutores. La impresión que…

Viver de livros

Há alguns dias, estava pesquisando sobre um autor que estou traduzindo e encontrei um artigo que falava sobre o tradutor desse mesmo autor para o espanhol. Uma coisa me chamou a atenção. A autora do artigo se referia a esse tradutor como “um dos únicos tradutores que ela conhecia que vivia exclusivamente da tradução de…