Vilão virtual: você segura o tranco?

De uns tempos para cá, é raro o profissional que não publica uma opinião, um trabalho ou um comentário nas redes sociais ou em outros canais virtuais. É bom ter um lugar aberto para divulgar seu trabalho, se colocar, tornar conhecidos seus pensamentos. Porém, palco sem plateia não faz sentido.

Como lidar com as reações variadas?

O tradutor literário está exposto continuamente à reação dos leitores. Não é raro encontrar publicações em blogs de literatura comentando a tradução, elogiando ou criticando o trabalho. Em tempos de velocidade virtual, também é comum traduções “não oficiais” chegarem à rede antes de o livro traduzido ser posto à venda. E aí as comparações são inevitáveis. E as críticas também. Bom, faz parte. Quem assina um trabalho que vai correr mundo, sabe que está sujeito a isso.

Mas como reagir, por exemplo, às manifestações agressivas a uma publicação na rede? Se você escreve em um blog, se opina como profissional em alguma rede social e é atacado (perceba, não escrevi contestado, escrevi atacado) com agressividade, como reagir?

Novamente da perspectiva do tradutor literário: se alguém critica uma tradução, o melhor a fazer, eu acho, é prestar atenção e, antes de reagir, enxergar se há alguma possibilidade de crescimento naquele comentário. A tal da crítica construtiva. Se o autor do esculacho tem razão, o jeito é vestir a carapuça e consertar o que está errado. Maravilha, saldo positivo, apesar daquela tristezinha inevitável.

Porém, se o autor da crítica é ofensivo, expõe seu nome e denigre sua imagem profissional como um todo, em vez de criticar um trabalho específico, a coisa muda de figura. Há leis bem específicas para isso, e internet não é terra de ninguém. Você pode, e deve, se defender.

Mas como traçar a linha entre ofensa e crítica? No uso de adjetivos, na exposição de fotos, no calibre dos tiros? Não dá para sair processando todo mundo que não gostou da sua tradução, mas ninguém tem o direito de ofender pessoalmente um profissional por não ter gostado do seu trabalho.

O que eu quero saber é: como diferenciar o crítico que se expressa com base e respeito do vilão raivoso que morde a mão que escreve, em vez de avançar na folha escrita? E como enfrentar esse personagem da internet sem perder a vontade de se expressar, sem temer novos ataques?

Sim, é uma pergunta.

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