Quanto você recebe pelo trabalho? E quanto o trabalho vale?

Você decidiu ser tradutor de livros, procurou saber tudo sobre o mercado, entrou em contato com as editoras, esperou, quase desistiu, mas finalmente conseguiu começar. Recebeu a proposta para traduzir um livro. Até aqui, provavelmente, você tentou saber sobre valores. Talvez alguém tenha dito algum valor, mas é na hora da proposta da editora que você vai saber quanto eles pretendem ou costumam pagar.

A verdade é que não importa se você é iniciante ou se já está no mercado há muito tempo; cada editora é uma emoção nova. E prazo e preço serão palavras que andarão juntas no seu vocabulário a partir de agora.

Conforme você vai traduzindo, percebe quanto consegue traduzir por dia, por hora, por “tomate” (Conhece a técnica Pomodoro? Clique aqui) em cada tipo de texto – ficção e não ficção, com os gêneros que cada categoria engloba. E ainda tem o tempo da revisão que precisa ser calculado.

Você, no afã de estabelecer um fluxo bacana de trabalho, de se firmar no mercado, pode achar que a editora que paga muito pouco por lauda, mas sempre manda trabalho, “não é tão ruim assim, vai!”. Ninguém pode julgar os seus motivos para aceitar uma oferta, claro, mas você mesmo verá que traduzir é um trabalho cansativo, por mais que você ame ser tradutor. Exige concentração, tempo, você vai precisar fazer com calma e pesquisar muita coisa, desde a rebimboca da parafuseta a uma regra qualquer de português que você deve confirmar para não escrever besteira. E tudo isso leva tempo. É mais sadio fazer um trabalho por um preço justo do que três por preço de banana. E estou falando de saúde, mesmo, física, mental e até emocional. A sua, principalmente, mas também a do pessoal da editora.

Muitas editoras calculam um prazo viável para o tamanho do livro a ser traduzido, e procuram também oferecer valores condizentes com o esforço envolvido no trabalho. Outras querem a entrega num prazo inviável por preço muito baixo. Você precisa analisar as condições.

Não faz ideia do que seja um preço justo? O site do Sintra mostra os valores sugeridos para cada tipo de trabalho. Não é regra, não adianta você bater o pé dizendo que o Sintra diz e está dito. O Sintra é só um guia, mas quem está no mercado sabe que os valores expostos no site são justos. Quem está no mercado trabalha por menos, pelos valores sugeridos ou por mais, dependendo da editora e também da situação do livro, como prazo, dificuldade do texto etc. A questão é saber negociar, analisando se a editora trata o assunto remuneração com respeito, o mesmo respeito que você demonstra pelo trabalho que está recebendo.

Ninguém está fazendo favor a ninguém. É um negócio, é uma troca, os dois ganham sendo respeitosos e mantendo aberto o canal da comunicação.

Você receberá muitas propostas. Mas pense em preço e em valor antes de se comprometer. Qual é o preço que você paga para produzir um trabalho de valor?

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