Facilite sem facilitar!

“Tenho só meia hora antes do próximo compromisso.”

O que você faz com os trinta minutos aqui, quinze ali, vinte mais pra lá que aparecem?

Na maior parte das vezes, achamos que o pouco tempo entre dois compromissos ou atividades não serve pra muita coisa, já que passa tão rápido, já que só precisamos dar uma conferida nos e-mails, fazer um comentário com os amigos no Skype, entrar na conta para conferir o saldo, fuçar no celular… Ou então, o trabalho está num ritmo tranquilo e você acha que pode enrolar a tarde toda, sem fazer nada de produtivo, só ficar ouvindo música, mesmo, navegando sem rumo na Internet, falando com um amigo ao telefone. Claro que pode, e quem sou eu para dizer que não? Não acho que o dia de trabalho tenha que ser um dia inteirinho de trabalho, acho que os intervalos são importantes, que parar para descansar um pouco ajuda a clarear a mente, que merecemos as paradas ao longo do dia. Afinal, sou adepta da power nap e da técnica Pomodoro, não posso dizer não aos intervalos cheios de ócio 🙂 Não vou falar dos intervalos saudáveis, não, vou falar do tempo que perdemos fazendo… nada.

Você tem vários planos na sua listinha de resoluções para o ano novo, não tem? Sim, aquela lista que já foi pra gaveta (ou para o lixo?), na qual você relacionou um monte de projetinhos (“trabalhar com mais foco”, “estudar um idioma”, “manter o blog sempre atualizado”, “organizar as contas do mês numa planilha”, “ler mais por prazer”…), lembra? Ou talvez não exista lista nenhuma, mas sei que existe a sua vontade de fazer outras coisas além de trabalhar. Pois bem, vamos lá. Meia hora aqui pode ser a organização da planilha de gastos. Vinte minutos ali podem garantir umas páginas lidas daquele livro que você tanto quer ler. Uma hora acolá pode ser tempo suficiente para organizar aquela parte do armário que está implorando por limpeza.

O dia é corrido, são muitas tarefas, muitos compromissos, eu sei. Mas nos momentos mais calmos, por que não adiantar umas coisinhas para quando os dias ficarem malucos? Sim, porque dias malucos virão, você sabe. Um atraso aqui, um contratempo ali, um projeto inesperado e irrecusável e, de repente, você se vê assoberbado, sem tempo para nada. Mas, por exemplo, se já tiver uma comida congelada daquele dia em que as coisas estavam mais leves e você cozinhou com tempo e esmero, será uma refeição a menos com que se preocupar hoje, dia de loucura.

E o tempinho que aparece aqui e ali também pode ser usado para o trabalho, por que não?

Já pensou que meia hora é tempo suficiente para fazer aquela pesquisa chatinha sobre o assunto X do texto que está traduzindo?

Que dá para adiantar umas laudas?

Que dá para revisar um trecho da tradução de ontem?

Se aproveitar melhor os dias úteis, terá mais tempo para descansar no fim de semana. Que tal?

Estou me disciplinando para não ficar à toa na Internet quando o cansaço bate. Estou procurando levantar da cadeira, resolver alguma coisa em casa, adiantar alguma pendência que ficaria acumulada para o fim do dia, para o dia seguinte, para “quando der tempo”.

Não sei. Acho que o tempo passa depressa, mas dá para aproveitá-lo melhor.

O ócio é ótimo e traz mil alegrias, mas dependendo do que você traçou para fazer no dia/semana, ele pode deixar um gosto de frustração se você não fizer nada do que pretendia.

Este texto, por exemplo, foi escrito numa época mais tranquila, quando previ dias de arrancar os cabelos, daqueles em que não teria foco nem tempo para manter o blog andando. 😉 Viram? É possível!

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